Rumo ao Norte!
Qual águia já cansada das alturas
poisaste, brevemente, em minha casa,
deixando sobre mim leves doçuras
no dorido adejar da tua asa.
Murmuraste, antecipando a partida,
uma mensagem captada lá no céu:
"Serás, p'ra todo o sempre, a minha querida;
nunca terás amor igual ao meu!"
Lançada essa verdade, mais disseste:
"Tu és para mim o Sul, o Amor, o Riso;
os filhos, o Norte de que preciso.
Ou tu, ou eles. Essa a minha sorte!"
Vi-te da dualidade triste presa,
gritei-te, com firmeza: "Rumo ao Norte!"
poisaste, brevemente, em minha casa,
deixando sobre mim leves doçuras
no dorido adejar da tua asa.
Murmuraste, antecipando a partida,
uma mensagem captada lá no céu:
"Serás, p'ra todo o sempre, a minha querida;
nunca terás amor igual ao meu!"
Lançada essa verdade, mais disseste:
"Tu és para mim o Sul, o Amor, o Riso;
os filhos, o Norte de que preciso.
Ou tu, ou eles. Essa a minha sorte!"
Vi-te da dualidade triste presa,
gritei-te, com firmeza: "Rumo ao Norte!"


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