Maldição atroz
Eu queria ver-me livre da Razão,
p'ra não adivinhar o fim do amor.
Deixar-me embalar no seu sabor.
Do mundo, através dele, ter a visão.
Eu queria, em mim, matar a previsão
das dores reservadas no futuro.
Fazer nascer em mim amor tão puro
que fosse meu sentir, fascinação.
Eu queria tudo isso e não consigo!
Duramente, chorando, é que me digo:
"Caíste, novamente, na ilusão!"
É maldição atroz que me persegue!
Vem o amor, meu peito ao alto ergue;
depois é derrubado pela Razão!
p'ra não adivinhar o fim do amor.
Deixar-me embalar no seu sabor.
Do mundo, através dele, ter a visão.
Eu queria, em mim, matar a previsão
das dores reservadas no futuro.
Fazer nascer em mim amor tão puro
que fosse meu sentir, fascinação.
Eu queria tudo isso e não consigo!
Duramente, chorando, é que me digo:
"Caíste, novamente, na ilusão!"
É maldição atroz que me persegue!
Vem o amor, meu peito ao alto ergue;
depois é derrubado pela Razão!


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