Três anos de solidão
Agarro-me à esperança de que, algures no tempo, volte a ser quem era.
Até lá, carrego estas grilhetas que me tolhem a alma.
Só lamento ter tropeçado em alguém que me roubou a fé e isso, nunca perdoarei.
Compilação dos meus poemas, alguns publicados no Eco do Funchal e na III Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea (Edições Orpheu). Não estão por ordem cronológica. Estavam divididos em vários livros, por temas que compreendiam amor, filosofia de vida e análise do mundo. Salvo os que fiz para serem musicados, sempre escrevi para mim. Muitos dos que os inspiraram, nem o souberam. Daí o seu intimismo. Hoje, acho que descrevem emoções universais. Direitos de autor reservados.

múltiplas facetas


Inspirado no mote "beijinhos secos por água", frase da minha amiga rose, do Brasil, quando se referia aos "beijinhos" do meu jardim, flores assim chamadas no Brasil, mas que na Madeira conhecemos como "maravilhas" ou "alegrias do lar". São flores que se ressentem logo da falta de água, ficando murchas com facilidade, quando isso acontece, mas reanimando-se logo que se lhes deita água.

O casamento é uma rosa!
Flor bela, esplendorosa.
que esconde bem seus espinhos.
Passa o tempo, cai a flor.
Só espinhos pequeninos
teimam em permanecer
na haste já ressequida.
Sempre teimei não os ver,
mas é essa a sina do amor
ao longo da nossa vida.
Não me ofereçam mais rosas,
que rosas são sempre enganos!
Hoje tenho muitos anos!
Quero tudo verdadeiro:
minha vida é um canteiro
pejado de malmequeres.
