amor sem medo

Compilação dos meus poemas, alguns publicados no Eco do Funchal e na III Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea (Edições Orpheu). Não estão por ordem cronológica. Estavam divididos em vários livros, por temas que compreendiam amor, filosofia de vida e análise do mundo. Salvo os que fiz para serem musicados, sempre escrevi para mim. Muitos dos que os inspiraram, nem o souberam. Daí o seu intimismo. Hoje, acho que descrevem emoções universais. Direitos de autor reservados.

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múltiplas facetas

16 abril 2007

São flores, senhor, são flores!...



O casamento é uma rosa!
Flor bela, esplendorosa.
que esconde bem seus espinhos.
Passa o tempo, cai a flor.
Só espinhos pequeninos
teimam em permanecer
na haste já ressequida.
Sempre teimei não os ver,
mas é essa a sina do amor
ao longo da nossa vida.

Não me ofereçam mais rosas,
que rosas são sempre enganos!
Hoje tenho muitos anos!
Quero tudo verdadeiro:
minha vida é um canteiro
pejado de malmequeres.

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4 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Não pode haver melhor comentário. Todas as rosas teem espinhos mas até esta data de 25 de Abril ainda não encontrei um cravo com semelhante arma. Até foram enfiados nos canos das espingardas e nenhum matou qualquer pessoa. J.S.

25/04/07, 15:36  
Anonymous Anónimo said...

Olá muito bom o blog!
Já tá adicionado e a ser divulgado aqui http://porto-moniz.blogspot.com na secção de Blogs da Madeira. Passarei a ser visitante assiduo, continue o bom trabalho.

02/06/07, 23:31  
Blogger jorge esteves said...

A Primavera ou o Acaso deixaram-me aqui, no meio as flores...
As rosas, dizia Junqueiro, fez Deus para mãos pequeninas; malmequeres, há quem diga, são bocas redondas com dentes para todos os lados...
O casamento, esse, é uma prosa que se segue à poesia do Amor!
Gostei deste canteiro!

13/06/07, 14:50  
Blogger anete joaquim said...

Obrigada, portomonizense.
Aos outros também.

14/06/07, 20:07  

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