Duplamente
Embarcas e a semente de um amor
sem ver a cor da luz, contigo morre!
Pedir-te para ficar? Tal nem me ocorre,
pois não te quero preso, sofredor.
Constrói o nosso mar suas amarras;
à Ilha assim me prende, me confina.
Fica o amor fechado na neblina
e quedo-me aqui presa em suas garras.
Deixei-me embalar pela ilusão
de ter, por breve tempo, liberdade.
Que o amor desconhece o que é vontade!...
E assim ficou maior minha prisão!
Presa à Ilha e ao que meu peito sente,
fiquei, agora, presa duplamente!...
sem ver a cor da luz, contigo morre!
Pedir-te para ficar? Tal nem me ocorre,
pois não te quero preso, sofredor.
Constrói o nosso mar suas amarras;
à Ilha assim me prende, me confina.
Fica o amor fechado na neblina
e quedo-me aqui presa em suas garras.
Deixei-me embalar pela ilusão
de ter, por breve tempo, liberdade.
Que o amor desconhece o que é vontade!...
E assim ficou maior minha prisão!
Presa à Ilha e ao que meu peito sente,
fiquei, agora, presa duplamente!...


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