SOU!
Eu sou o riso, sou a esperança,
ave em alma de criança,
pomba que voa em liberdade;
sou a força movida pela paixão,
a espuma branca do cachão
do rio que percorre toda a cidade.
Sou lei escrita em céu aberto,
voo de pássaro liberto
à primeira claridade.
Sendo só isto a verdade
de todo este meu viver,
p'ra tudo isto poder ser,
gritei bem alto, contra o vento,
o meu pranto, o meu lamento,
o meu sincero sofrer
contra a dor, contra a maldade,
a má-língua, a falsidade
dos que me quiseram na lama.
E à noite, na minha cama,
antes de adormecer,
grito às paredes do quarto,
num som dorido, cansado, farto:
"É assim que quero ser!"
ave em alma de criança,
pomba que voa em liberdade;
sou a força movida pela paixão,
a espuma branca do cachão
do rio que percorre toda a cidade.
Sou lei escrita em céu aberto,
voo de pássaro liberto
à primeira claridade.
Sendo só isto a verdade
de todo este meu viver,
p'ra tudo isto poder ser,
gritei bem alto, contra o vento,
o meu pranto, o meu lamento,
o meu sincero sofrer
contra a dor, contra a maldade,
a má-língua, a falsidade
dos que me quiseram na lama.
E à noite, na minha cama,
antes de adormecer,
grito às paredes do quarto,
num som dorido, cansado, farto:
"É assim que quero ser!"


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