Velho da rua
Velho da rua
tens nos olhos a carqueja
do teu passado
recheado de emoções.
Escondes os olhos
para que quem passa não veja
do teu passado
o ruir das ilusões.
Velho da rua
quando dormes ao relento,
enregelado
pela chuva, pelo vento,
teus olhos choram
essa vida de cadilhos,
enquanto sentes
o desprezo dos teus filhos.
Velho da rua
a tua fome resolves
quando revolves
esse lixo onde procuras
com o coração
apertado de amarguras,
um abraço antigo
recheado de ternuras.
Velho da rua
quando a morte te encontrar
desamparado
nesse banco de jardim,
da vida antiga
nada mais há-de restar
que a solidão
com que enfrentas o teu fim.
tens nos olhos a carqueja
do teu passado
recheado de emoções.
Escondes os olhos
para que quem passa não veja
do teu passado
o ruir das ilusões.
Velho da rua
quando dormes ao relento,
enregelado
pela chuva, pelo vento,
teus olhos choram
essa vida de cadilhos,
enquanto sentes
o desprezo dos teus filhos.
Velho da rua
a tua fome resolves
quando revolves
esse lixo onde procuras
com o coração
apertado de amarguras,
um abraço antigo
recheado de ternuras.
Velho da rua
quando a morte te encontrar
desamparado
nesse banco de jardim,
da vida antiga
nada mais há-de restar
que a solidão
com que enfrentas o teu fim.


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