Madeira
Eu já me tinha esquecido
dos prazeres desta terra;
como é suave o ruído
quando o silêncio é que berra.
Guardo no peito o cantar
do melro preto, à noitinha;
e o azul quente do mar
sulcado pela toninha.
Oiço a cagarra cantar,
esqueço que é mau agoiro;
deleito-me com o voar
do milhafre, asas de ouro.
A gaivota, o maçarico,
são, desta terra, a bandeira;
vejo-os e logo fico
a sonhar com a Madeira.
Ó minha terra sagrada!
É tão doce o teu encanto,
que eu não consigo ocultar
que a cada passo me espanto!
dos prazeres desta terra;
como é suave o ruído
quando o silêncio é que berra.
Guardo no peito o cantar
do melro preto, à noitinha;
e o azul quente do mar
sulcado pela toninha.
Oiço a cagarra cantar,
esqueço que é mau agoiro;
deleito-me com o voar
do milhafre, asas de ouro.
A gaivota, o maçarico,
são, desta terra, a bandeira;
vejo-os e logo fico
a sonhar com a Madeira.
Ó minha terra sagrada!
É tão doce o teu encanto,
que eu não consigo ocultar
que a cada passo me espanto!


1 Comments:
Oh minha terra .
Oh minha terra dôce ninho de embalar, quando penso em ti ,dá-me vontade de chorar
J.S.
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