Dessincronização
Não, amigo!
Os meus passos
não ecoam na tua rua!
Funciono numa onda
(que não é a tua)
onde coxa/perna,
boca/dedo,
braço/mão
são apenas instrumento
de um prazer ao qual pertenço.
Para ti, são um fim sem ter começo!
Com boca componho um beijo
(esmagamento da alma, sem pejo,
noutra boca).
Com dedo, braço, mão
construo a ternura
da união que cativa.
Com coxa, perna, ventre, joelho
guardo em mim o espelho
de outra alma.
De todo o corpo humano faço um poema.
Para ti é, simplesmente,
a cloaca do teu esperma!
Tu preferes ser grosseiro.
Pois, se a pele do lobo te ajusta,
não me venhas chamar injusta
por não ver, em ti, um cordeiro!
Os meus passos
não ecoam na tua rua!
Funciono numa onda
(que não é a tua)
onde coxa/perna,
boca/dedo,
braço/mão
são apenas instrumento
de um prazer ao qual pertenço.
Para ti, são um fim sem ter começo!
Com boca componho um beijo
(esmagamento da alma, sem pejo,
noutra boca).
Com dedo, braço, mão
construo a ternura
da união que cativa.
Com coxa, perna, ventre, joelho
guardo em mim o espelho
de outra alma.
De todo o corpo humano faço um poema.
Para ti é, simplesmente,
a cloaca do teu esperma!
Tu preferes ser grosseiro.
Pois, se a pele do lobo te ajusta,
não me venhas chamar injusta
por não ver, em ti, um cordeiro!


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