Detalhes de uma dança
Tu és o molhe impassível onde embatem as ondas da minha paixão.
Tu és o molhe impassível e não entendes que eu só pretendo amolecer-te e fazer com que me envolvas, novamente, nos teus braços.
Cada embate perpetua o contacto dos nossos corpos, numa dança em que cada centímetro do meu corpo era preenchido com o contacto do teu; cada movimento, uma réplica simultânea do teu movimento.
Eu só pretendo voltar a sentir-te assim unido a mim!
Nada mais sei do teu corpo. Só o cheiro, o suave premir da tua mão nas minhas costas, o leve roçar de teus dedos discretos em meu seio, o manusear seguro das minhas ancas pelas tuas mãos e um leve adejar de desejo no roçar dos dois corpos.
E aquele brilho malandro no teu olhar...
E um leve sentido de posse, quando me observavas dançando com outro; o teu rosto satisfeito ao me vires buscar em seguida, os teus braços abertos para mim e eu correndo ligeira para eles.
E aquele primeiro olhar demorado no meu olhar, ao fim da noite, quando senti que, de repente, me olhavas com ar de ver.
Por que será que me prendi a todos esses pequenos detalhes e te espero, como se de mil promessas se tratassem?...
Tu és o molhe impassível e não entendes que eu só pretendo amolecer-te e fazer com que me envolvas, novamente, nos teus braços.
Cada embate perpetua o contacto dos nossos corpos, numa dança em que cada centímetro do meu corpo era preenchido com o contacto do teu; cada movimento, uma réplica simultânea do teu movimento.
Eu só pretendo voltar a sentir-te assim unido a mim!
Nada mais sei do teu corpo. Só o cheiro, o suave premir da tua mão nas minhas costas, o leve roçar de teus dedos discretos em meu seio, o manusear seguro das minhas ancas pelas tuas mãos e um leve adejar de desejo no roçar dos dois corpos.
E aquele brilho malandro no teu olhar...
E um leve sentido de posse, quando me observavas dançando com outro; o teu rosto satisfeito ao me vires buscar em seguida, os teus braços abertos para mim e eu correndo ligeira para eles.
E aquele primeiro olhar demorado no meu olhar, ao fim da noite, quando senti que, de repente, me olhavas com ar de ver.
Por que será que me prendi a todos esses pequenos detalhes e te espero, como se de mil promessas se tratassem?...


1 Comments:
EM TEMPO:-O POEMA ANÓNIMO É DO J.S.
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