Entende!
Tu que, sem hesitar, ergues o dedo
num gesto leviano, acusador,
sem pensar sequer na dor
que nesse gesto injusto, assim, me infliges;
tu, que assim procedes, diz a verdade:
já viste em mim grunhir qualquer intriga?
Viste jogo sujo ou falsidade?
Tens de mim, acaso, alguma ofensa?
Não vás atrás dos outros! Pára! Pensa!
Antes de alguém julgares, analisa!
Descobre qual a razão que tem mais peso,
que eu aqui me calo, indefesa.
Não sei lutar contra a trapaça,
ou defender-me da peçonha,
por isso calo e assim consinto
(e se consinto, logo, sou culpada!
É tão fácil ser assim julgada!)
mas não sou pescadora de águas turvas,
nem uso as mesmas armas que desprezo!
num gesto leviano, acusador,
sem pensar sequer na dor
que nesse gesto injusto, assim, me infliges;
tu, que assim procedes, diz a verdade:
já viste em mim grunhir qualquer intriga?
Viste jogo sujo ou falsidade?
Tens de mim, acaso, alguma ofensa?
Não vás atrás dos outros! Pára! Pensa!
Antes de alguém julgares, analisa!
Descobre qual a razão que tem mais peso,
que eu aqui me calo, indefesa.
Não sei lutar contra a trapaça,
ou defender-me da peçonha,
por isso calo e assim consinto
(e se consinto, logo, sou culpada!
É tão fácil ser assim julgada!)
mas não sou pescadora de águas turvas,
nem uso as mesmas armas que desprezo!


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