Quimera
Não é um equívoco! Antes uma espécie de refúgio, o que me leva a pensar em ti, não sei bem porquê ou para quê.
Porque os caminhos estão traçados e sei que nunca se cruzarão.
E, contudo, este desassossego, esta vontade de, nem digo ter-te a meu lado, mas perto de mim. De poder olhar-te, cruzar os meus olhos nos teus, mergulhar por momentos nesse espaço que me negas. E sentir-me banida, como sempre que isso acontece.
Da tortura que me resta, sobressai, no entanto, algo que me alenta a repetir o gesto.
E os dias vão passando num conflito entre o desejo e a razão, entre o querer-te e o saber que nunca te terei. Entre a constatação de que o meu sentir não fomenta o teu; entre o saber quão vão é este querer sem destino.
Nem são sobras o que me alimenta; antes pedacinhos que vou recolhendo dia-a-dia, num abarcar de um todo que me está vedado.
Insensível, vais quebrando esta quimera; vais repisando o gesto de abandono; vais demarcando a distância.
Que só tu sentes. Que só tu desejas. Que só tu teimas em manter.
Entretanto, vou-me consumindo em saudades, sem que o coração me permita um pouco de descanso.
Porque os caminhos estão traçados e sei que nunca se cruzarão.
E, contudo, este desassossego, esta vontade de, nem digo ter-te a meu lado, mas perto de mim. De poder olhar-te, cruzar os meus olhos nos teus, mergulhar por momentos nesse espaço que me negas. E sentir-me banida, como sempre que isso acontece.
Da tortura que me resta, sobressai, no entanto, algo que me alenta a repetir o gesto.
E os dias vão passando num conflito entre o desejo e a razão, entre o querer-te e o saber que nunca te terei. Entre a constatação de que o meu sentir não fomenta o teu; entre o saber quão vão é este querer sem destino.
Nem são sobras o que me alimenta; antes pedacinhos que vou recolhendo dia-a-dia, num abarcar de um todo que me está vedado.
Insensível, vais quebrando esta quimera; vais repisando o gesto de abandono; vais demarcando a distância.
Que só tu sentes. Que só tu desejas. Que só tu teimas em manter.
Entretanto, vou-me consumindo em saudades, sem que o coração me permita um pouco de descanso.


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