Quando os olhos atraiçoam
-Lisboa-
Na aridez das ruas e das gentes
flui a limpidez da palavra.
Que o dia se faz de luta
e a sobrevivência é nua e directa.
Não há camuflagem nos olhos,
nem grades nas bocas,
nem maldade mesclada de sorrisos,
nem pretensos paraísos
onde o verde esconda a verdade.
Mas, no pensamento, há espaço aberto
e, nas mentes, liberdade!
-Funchal-
Na rua passeiam vermes
camuflados no verde da paisagem,
que fazem da aragem
um murmúrio mesquinho e traiçoeiro.
E são fatais os corações de esgoto
onde a maldade faz seu ninho
só para consumo interno.
Que ao turista só se vende paraíso
e se oculta o verdadeiro inferno
das almas ainda cativas!...
Na aridez das ruas e das gentes
flui a limpidez da palavra.
Que o dia se faz de luta
e a sobrevivência é nua e directa.
Não há camuflagem nos olhos,
nem grades nas bocas,
nem maldade mesclada de sorrisos,
nem pretensos paraísos
onde o verde esconda a verdade.
Mas, no pensamento, há espaço aberto
e, nas mentes, liberdade!
-Funchal-
Na rua passeiam vermes
camuflados no verde da paisagem,
que fazem da aragem
um murmúrio mesquinho e traiçoeiro.
E são fatais os corações de esgoto
onde a maldade faz seu ninho
só para consumo interno.
Que ao turista só se vende paraíso
e se oculta o verdadeiro inferno
das almas ainda cativas!...


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