Malditos esses dedos!
Anda a cidade pejada de armadilhas
de homens de dedos nus, enganadores,
onde meus sonhos se prendem, credores
da liberdade que vão proclamando.
Dedos nus que gritam liberdade
onde a maior servidão se oculta!...
E andam, sorrindo, sonhos semeando,
sem quererem assumir sua verdade!
Malditos esses dedos que me enredam
em promessas vãs,
de manhãs que acordam sussurrando!...
de homens de dedos nus, enganadores,
onde meus sonhos se prendem, credores
da liberdade que vão proclamando.
Dedos nus que gritam liberdade
onde a maior servidão se oculta!...
E andam, sorrindo, sonhos semeando,
sem quererem assumir sua verdade!
Malditos esses dedos que me enredam
em promessas vãs,
de manhãs que acordam sussurrando!...


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