Espaço Negro
Na minha casa tão bela
cada coisa tem seu canto,
cada canto seu pertence.
Há, somente, um espaço em branco:
espaço de alguém ausente.
Não rodam chaves na porta,
nem na rua se ouvem passos,
não há risos, nem abraços,
conversa doce ou risadas;
simples gestos de ternura
de alguém à minha procura.
Há montes de horas paradas
e um espaço negro em meu peito!
Ali, ao lado, em meu leito,
espaço vazio de vulto
e, algures, bem oculto,
espaço negro em meu peito...
cada coisa tem seu canto,
cada canto seu pertence.
Há, somente, um espaço em branco:
espaço de alguém ausente.
Não rodam chaves na porta,
nem na rua se ouvem passos,
não há risos, nem abraços,
conversa doce ou risadas;
simples gestos de ternura
de alguém à minha procura.
Há montes de horas paradas
e um espaço negro em meu peito!
Ali, ao lado, em meu leito,
espaço vazio de vulto
e, algures, bem oculto,
espaço negro em meu peito...


1 Comments:
Oa Anete.
Quem sou eu para comentar quer a sua poesia ou a sua prosa? Por acaso lembra-se do primeiro livro que leu a sério? Eu ainda não me esqueci, foi o Sonho escrito por
Emilio Zola. Custou-me um dia de suspenção ás aulas.Foi na aula de religião e moral,com o então padre João Baptista da Mata. Participou ao Director e este aplicou-me o respectivo.
Até breve. J.S.
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