amor sem medo

Compilação dos meus poemas, alguns publicados no Eco do Funchal e na III Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea (Edições Orpheu). Não estão por ordem cronológica. Estavam divididos em vários livros, por temas que compreendiam amor, filosofia de vida e análise do mundo. Salvo os que fiz para serem musicados, sempre escrevi para mim. Muitos dos que os inspiraram, nem o souberam. Daí o seu intimismo. Hoje, acho que descrevem emoções universais. Direitos de autor reservados.

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Localização: Funchal, Madeira (Madeira Island), Portugal

múltiplas facetas

16 dezembro 2006

Medida

É tão triste notar à partida
que o teu corpo é a minha medida.
Que a todo e qualquer respeito
nenhum outro surtirá o mesmo efeito.
Ah! Noites passadas
de costas curvadas
unindo-me a ti;
beijos trocados,
sedentos, molhados,
como nunca senti.
Gritos dobrados
de corpos cansados
de tanto suor.
O corpo em espasmos
em merecidos orgasmos
de amor.
Porque tudo persiste
é ainda mais triste
sentir à partida
que és mesmo a minha medida.
Ai! Cala-me,
cativa-me,
embala-me.
Não me faças fugir.
Se ainda te beijo,
abraço, desejo,
não me deixes partir.
Saber que, no mundo,
encontrei a minha justa medida
e ver que és, no fundo,
a causa da minha partida...