Culpa-se o mar
Nem só de mar se faz a distância.
Muitas vezes ela nasce da importância
que não se dá a quem vive perto de nós.
Do medo de dar um passo e descobrir
que há alguém que vale a pena conhecer.
Culpa-se o mar
por se ter medo de enfrentar essa verdade.
Culpa-se o mar,
mas, na realidade,
que culpa tem ele da cobardia
de dar um passo e descobrir que, afinal, havia
um doce abraço à nossa espera,
um carinho, um sonho, uma quimera
que poderia ter acalentado nossa vida?
Passamos ao lado da sorte
sem dela nos darmos conta.
Vive-se a vida, desdenhando a morte,
quando, na realidade, morremos
todas as vezes que nos fechamos em nós,
sem dar a outrem a oportunidade
de fazer ouvir a sua voz.
E, se o amor surge noutro canto do mundo,
chora-se o impossível,
diz-se que o mar é intransponível;
deitam-se as culpas para o mar profundo!
Muitas vezes ela nasce da importância
que não se dá a quem vive perto de nós.
Do medo de dar um passo e descobrir
que há alguém que vale a pena conhecer.
Culpa-se o mar
por se ter medo de enfrentar essa verdade.
Culpa-se o mar,
mas, na realidade,
que culpa tem ele da cobardia
de dar um passo e descobrir que, afinal, havia
um doce abraço à nossa espera,
um carinho, um sonho, uma quimera
que poderia ter acalentado nossa vida?
Passamos ao lado da sorte
sem dela nos darmos conta.
Vive-se a vida, desdenhando a morte,
quando, na realidade, morremos
todas as vezes que nos fechamos em nós,
sem dar a outrem a oportunidade
de fazer ouvir a sua voz.
E, se o amor surge noutro canto do mundo,
chora-se o impossível,
diz-se que o mar é intransponível;
deitam-se as culpas para o mar profundo!


0 Comments:
Enviar um comentário
<< Home